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  • Cintia Aleixo

Ajudando as crianças a superar os medos



Todos nós sentimos medo, medo diferentes em cada fase da vida., agora imagine então sentir medo em um cenário que a imaginação é fértil e livre?

Isso é o que acontece com as crianças e os medos infantis não devem ser encarados como algo fora do comum.

Para sabermos como ajudar nossos filhos, precisamos primeiro conhecer um pouco mais sobre esses medos e quais os que afetam cada fase da vida da criança;

A primeira coisa a ser considerada é que cada criança reage ao medo de uma forma diferente, as crianças que sofrem de doenças crônicas, por exemplo, costumam sentir mais medos, pois geralmente são mais sensíveis.

Outro ponto que devemos considerar é que o medo comum é diferente do medo patológico, o medo patológico é aquele que te impede de fazer algo, conhecidos como fobias. Crianças que sofrem de medo patológico manifestam reações como, por exemplo:

• Irritabilidade;

• Comportamentos regressivos;

• Medo que impede a realização de tarefas diárias como comer e dormir;

• Comportamentos obsessivos.

• Tremores;

• Dificuldades respiratórias;

• Tonturas.

Alguns medos, porém, são comuns em cada fase da infância.

• Até 6 meses: Pessoas estranhas podem assustar os bebês, eles também têm medo de barulhos muito altos

• 7-11 meses: medo de pessoas estranhas e de altura;

• 1 ano: medo de que os pais desapareçam– esse medo se intensifica por volta dos 3 anos;

• 2 anos: medo de barulhos fortes como trovões, chuvas fortes e caminhões ou carros barulhentos. Além disso aqui começam os medos de criaturas imaginárias e também o medo de médicos.

• 3-4 anos: Na fase da imaginação vem também muitos medos, especialmente de pessoas fantasiadas, escuro, monstros, insetos e de ficar sozinho;

• 5 anos: medos mais concretos, como de ladrões, de cachorro, de perder os pais ou de se machucar;

• 7 anos: Diferenciando bem melhor realidade de fantasia, mas ainda assim com uma grande imaginação têm medo de criaturas fantasiosas, fantasmas, chuvas fortes, de ficar sozinhos e que algo ruim aconteça com os pais.

Como ajudar seu filho a superar seus medos infantis?

Primeiramente é preciso entender que esse medo não é algo que a criança consegue controlar sozinha, precisará de ajuda e paciência dos adultos ao seu redor.

• Por isso, procure inserir estímulos na vida dele aos poucos, de maneira suave. Esteja presente ou garanta que um adulto estará presente quando a criança passar por uma nova experiência.

• Permita que a criança fale sobre seus medos sem ser repreendida por se sentir assim.

• Ensine a dizer o telefone de casa e seu nome inteiro, para que em caso de necessidade, ela possa pedir ajuda.

• Tente sempre mostrar que o que ela teme não representa perigo, mas não a force a se aproximar;

• Explique que fantasmas, monstros, seres imaginários, são de mentirinha como os dos desenhos e que só existem na nossa imaginação.

• Sempre abra espaço para o diálogo e deixe a criança explicar por que não se sente segura.

O mais importante é mostrar ao seu filho que ele está seguro e que, juntos, vocês irão enfrentar qualquer um desses seres.

É importante destacar que nesse momento de Pandemia de Covid-19, esses medos podem se intensificar na vida das crianças, devido a quebra de rotina, ao afastamento da escola, dos amiguinhos e familiares. Por isso, é importante reforçar os vínculos familiares e mostrar que estão protegidos em casa e cuidando uns dos outros.

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