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  • Juliana Umar

Dia 9 de Setembro é o dia de Conscientização sobre a Epilepsia

Atualizado: 10 de Set de 2019




O que é Epilepsia?

Estima-se que 1% da população mundial convivam com a doença, uma média de 75 milhões de pessoas.

Ainda hoje há muito estigma e preconceito quanto à Epilepsia, muita gente ainda acredita que a pessoa está possuída ou coisa parecida. Quando na verdade a epilepsia é uma doença crônica, grave do cérebro, caracterizada por crises epilépticas recorrentes. Com o uso correto da medicação, as crises podem diminuir em cerca de 70%, nos casos que o medicamento não surte o efeito desejado, ainda há a possibilidade de tratamento cirúrgico.

Pacientes com epilepsia sofrem com uma qualidade de vida inferior e sofrimento psíquico, devido ao preconceito e a falta de informação da sociedade. Sofrem preconceito em diversos âmbitos sociais como a escola e o trabalho.

Sintomas

Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se “desligada” por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida.

Durante um pequeno período- segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem causar uma crise parcial ou generalizada, por isso os sintomas podem ser mais ou menos evidentes em cada indivíduo, o que não significa que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.

Nas crises parciais simples, o indivíduo experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, entre outros.

Se além destes sintomas, houver a perda de consciência a crise torna-se parcial complexa, neste estágio a pessoa pode se sentir confusa e ter déficits de memória.

Já as crises generalizadas caracterizam-se por lapsos de perda de consciência por alguns segundos, os olhos parecem realizar movimentos circulares e a pessoa parece desligada do mundo, essas crises acontecem normalmente em crianças e desparecem na adolescência.

Crises Tônico-Clônica- compreende-se duas fases: na fase tônica há perda de consciência, o paciente cai, o corpo se contrai e enrijece. Já na fase clônica o paciente contrai e contorce as extremidades do corpo perdendo a consciência que após a crise é recobrada gradativamente.

Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

Causas

Diversas são as situações que podem causar a Epilepsia:

· Lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça;

· Infecção (como a meningite);

· Neurocisticercose (ovos de solitária no cérebro);

· Abuso de bebidas alcóolicas, drogas e etc.;

· Às vezes, algo que ocorreu antes ou durante o parto;

Em grande parte dos casos não é possível saber exatamente as causas que deram origem à Epilepsia.

Diagnóstico

O histórico clínico do paciente é muito importante para o diagnóstico, além disso pode-se realizar exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem.

Crises

Se a crise durar menos de 5 minutos e você souber que a pessoa é epiléptica, não é necessário chamar um médico. Acomode-a, afrouxe suas roupas (gravatas, botões apertados), coloque um travesseiro sob sua cabeça e espere o episódio passar. Mulheres grávidas e diabéticos merecem maiores cuidados. Depois da crise, lembre-se que a pessoa pode ficar confusa: acalme-a ou leve-a para casa.

Como proceder durante as crises:

· Colocar a pessoa deitada de costas, em lugar confortável, retirando de perto objetos que possam machucá-la;

· Se possível, coloque um pano entre os dentes da pessoa para que ela não morda a língua;

· Levante levemente o queixo para facilitar a passagem de ar;

· caso a pessoa esteja babando, mantenha-a deitada com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;

· Não dê tapas;

· Não jogue água;

· Quando a crise passar, deixe a pessoa descansar;

· Nunca segure a pessoa, deixe ela se debater;

· Verifique se há alguma identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão (pulseira, medalha, carteirinha e etc.).

Cura

Em geral a cura acontece de forma “natural”, uma vez que a pessoa passe anos sem ter crise e sem medicação, pode ser considerada curada. Porém, o ideal é procurar auxílio o quanto antes, para receber o tratamento adequado. Muitas pessoas que têm epilepsia levam vida normal, inclusive destacando-se na sua carreira profissional.

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