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  • Juliana Umar

Doença Mão-pé-boca



Sempre em mudanças de estação percebemos que as doenças típicas da época mais fria começam a surgir. Os médicos já estão acostumados com isso. No outono uma das doenças virais que atingem as crianças é a doença mão-pé-boca(HFMD), que embora seja colocada como “uma nova doença”, já é velha conhecida dos pediatras.

Começam a circular nas escolas e nas redes sociais avisos para que tome cuidado com os surtos das doenças. Mas, afinal, há motivo para tamanha preocupação?

De acordo com matéria do portal do Dr. Dráuzio Varella que conversou com pediatras e eles explicaram mais sobre essa enfermidade que atinge principalmente as crianças de até cinco anos. O vírus causador da doença mão-pé-boca chama-se Coxsackie e pertence à família dos enterovírus que normalmente habitam o intestino.

A doença inicia com febre alta, sucedida por pequenas bolhas com líquido que surgem na região das mãos, pés e boca e a medida que a doença evolui as bolhas vão se rompendo. Ainda de acordo com os pediatras, nem sempre essas lesões ocorrem todas de uma vez, por isso a importância de consultar um médico, pois as lesões causam grande desconforto e dificuldade de se alimentar, quando as bolhas se desenvolvem na boca.

Pegar a doença não garante imunidade, ou seja, a criança pode ser infectada mais de uma vez (o que, entretanto, não é comum) pelo Coxsackie. Também não há vacinas contra o vírus, já que há mais de uma cepa capaz de causar a doença e o material genético dos vírus está sempre em mutação.

Por conta da via de contágio ser oral, em tempos frios há maior facilidade da doença se propagar.

Quanto à transmissão fecal, uma informação importante que pode contribuir para a contenção da doença: Mesmo após a recuperação, o paciente pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas, por isso muito cuidado ao utilizar fraldários de locais públicos.

Apesar do desconforto causado pela doença, é importante ressaltar que a doença é autolimitada, ou seja, em cerca de dez a 15 dias os sintomas desaparecem, não sendo então, motivo para tamanho alarde.




Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/infectologia/doenca-mao-pe-boca-nao-e-motivo-de-alarme/

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