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  • Juliana Umar

Os pais e familiares no processo terapêutico




A participação dos pais no desenvolvimento terapêutico dos filhos é uma tecla que os terapeutas batem diariamente. Teoricamente todos sabemos que quando os pais e demais familiares participam do processo terapêutico, se engajam em realizar as atividades e buscam aprofundar seus conhecimentos o desenvolvimento da criança se dá de forma mais rápida e efetiva.

Claro que grande parte do sucesso do tratamento de uma criança deve-se ao início precoce das terapias e tratamento intensivo, porém o engajamento dos familiares pode ter um grande impacto no desenvolvimento da criança.

É preciso modificar modificar as relações do ambiente natural e não apenas do clínico, podemos comparar como a escola, de nada adianta ir para aula e não fazer as tarefas de casa, todo aprendizado acontece a partir de repetições nos mais diversos ambientes do cotidiano do paciente.

Destaca-se que a coloboração familiar propicia um aporte de informações, favorecendo a adesão do paciente ao tratamento, pois gera um ambiente de confiança em que ele sinta-se seguro para realizar as atividades propostas, além de promover o fortalecimento do vínculo entre paciente e familiares e isso se reflete em todos os âmbitos do dia a dia do paciente.

A função da orientação parental também deve ser a de investigar os comportamentos da família diante das dificuldades e evoluções da terapia, as expectativas, frustrações e necessidades pela qual ela possa estar passando, para então trabalhar todo o contexto de vida do paciente.

Em muitos casos essa participação dos familiares pode ficar comprometida devido a dificuldades pessoais, como déficits de comportamento e excesso de reações emocionais diante das dificuldades da criança, dificuldades financeiras ou de relacionamento interpessoal, problemas comportamentais, tais como doença do pânico, depressão, TOC, fobias, sentimento de culpa excessiva entre outros. Desta forma, conclui-se que, nestes casos os pais devem ser encaminhados para iniciar um processo terapêutico individual e pessoal, como passo anterior ao de receber as orientações de acompanhamento do filho. Pois, assim os pais ou demais familiares conseguirão entender melhor o processo terapêutico do seu filho e haverá uma melhora efetiva no desenvolvimento.

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