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  • Cintia Aleixo

Problemas do sono em crianças


A maioria das crianças dorme por um período de pelo menos cinco horas por dia até aos três meses de idade, mas depois passa por períodos nos quais acordam durante a noite mais tarde nos primeiros anos de vida, frequentemente quando estão doentes. Conforme as crianças vão crescendo, a quantidade de sono com movimento rápido dos olhos (REM) aumenta, e é durante essa fase do ciclo de sono que ocorrem os sonhos, incluindo os pesadelos. As famílias variam nas suas atitudes quanto a crianças dormirem com pais e outros hábitos do sono. Os especialistas recomendam que os bebês durmam no mesmo quarto que os pais, mas não na mesma cama (compartilhar a cama). A opinião geral é que compartilhar a cama aumenta o risco de ocorrer síndrome de morte súbita infantil (SMSI). É importante que os pais sejam francos um com o outro sobre suas preferências, de maneira a evitar o estresse e o envio de mensagens contraditórias para seus filhos. Para a maioria das crianças, os problemas do sono são intermitentes ou temporários, e com frequência não exigem tratamento. Pesadelos

Pesadelos são sonhos assustadores que ocorrem durante o sono REM. As crianças que estão tendo pesadelos podem despertar completamente e podem se lembrar vivamente dos detalhes do sonho. A menos que sejam frequentes demais, os pesadelos não são causa de alarme. Eles podem ocorrer com maior frequência durante períodos de estresse ou depois de a criança ver algum filme ou programa de TV com conteúdo assustador ou agressivo. Se os pesadelos ocorrerem frequentemente, os pais podem utilizar um diário para tentar identificar a causa.

Terrores noturnos e sonambulismo

Terrores noturnos são episódios de despertar incompleto com extrema ansiedade logo depois de adormecer. Eles ocorrem no sono não REM e são mais comuns em crianças com três a oito anos de idade. A criança grita e parece assustada, apresenta frequência cardíaca acelerada, sudorese e respiração rápida. A criança parece não estar ciente da presença dos pais, pode se debater violentamente, não responder ao reconforto e pode falar, mas ser incapaz de responder a perguntas. Em geral a criança volta a dormir após alguns minutos. Diferentemente do que ocorre no caso dos pesadelos, a criança não consegue se recordar desses episódios. Os terrores noturnos são dramáticos porque a criança grita e fica inconsolável durante o episódio. Cerca de um terço das crianças com terrores noturnos pode também apresentar sonambulismo (levantar-se da cama e caminhar pela casa aparentemente durante o sono). Aproximadamente 15% das crianças com idade entre cinco e 12 anos têm pelo menos um episódio de sonambulismo.

Os terrores noturnos e o sonambulismo ( Parassomias) quase sempre cessam sem tratamento, ainda que episódios ocasionais possam acontecer durante anos. Em geral, nenhum tratamento é necessário, mas caso um destes distúrbios persista durante a adolescência ou idade adulta e seja grave, pode ser necessário tratamento. Às vezes, a criança que precisa de tratamento para terrores noturnos apresenta resposta a um sedativo ou a determinados antidepressivos. No entanto, estes medicamentos são fortes e podem causar efeitos colaterais. O sono é às vezes perturbado pela síndrome das pernas inquietas, e algumas crianças, especialmente aquelas que apresentam agitação e ronco, podem sofrer de apneia obstrutiva do sono. O médico pode recomendar suplementos de ferro para crianças com síndrome das pernas inquietas, mesmo se elas não tiverem anemia ferropriva, e podem sugerir uma avaliação para detectar a presença de apneia do sono em crianças que apresentam agitação e ronco.

Resistência a ir dormir/Insônia

As crianças, especialmente entre um e dois anos de idade, com frequência resistem a ir dormir devido à ansiedade de separação, enquanto crianças mais velhas podem estar tentando controlar mais aspectos do seu ambiente. Crianças pequenas choram quando deixadas sozinhas no berço ou saem dele para procurar seus pais. Outra causa comum de resistência à hora de dormir é o atraso da hora de dormir. Essas situações surgem quando se permite que as crianças fiquem acordadas até tarde e durmam até mais tarde do que o normal. Se isso acontecer por um número suficiente de noites, o relógio interno da criança pode ser reajustado para uma hora de dormir mais avançada. Pode ser difícil antecipar a hora de ir dormir, mas breve tratamento com um anti-histamínico vendido sem prescrição médica ou com melatonina pode ajudar as crianças a reajustar o relógio.

A resistência a ir dormir não será favorecida se os pais ficarem no quarto para oferecer reconforto ou permitirem que as crianças saiam da cama. De fato, essas respostas reforçam o despertar noturno, no qual as crianças tentam reproduzir as condições nas quais adormeceram. Para evitar esses problemas, o pai ou a mãe pode precisar se sentar em silêncio no corredor, à vista da criança, e certificar-se de que ela fique na cama. A criança então estabelece então uma rotina de adormecer sozinha e aprende que sair da cama não é algo encorajado. A criança também aprende que os pais estão disponíveis, mas não oferecerão mais histórias ou brincadeiras. A criança acaba se acalmando e vai dormir. Fornecer à criança um objeto de apego (como um ursinho de pelúcia) é, com frequência, útil. Uma pequena luz noturna, ruído branco ou ambos podem ser reconfortadores.

O despertar durante a noite

Todas as pessoas despertam diversas vezes durante a noite. A maioria das pessoas, no entanto, em geral volta a adormecer por conta própria. As crianças com frequência apresentam episódios repetidos de despertares noturnos após uma mudança, uma doença ou outro evento estressante. Os problemas do sono podem ser piorados quando as crianças tiram longas sonecas no final da tarde ou são superestimuladas por brincadeiras antes da hora de dormir. O sono é às vezes perturbado pela síndrome das pernas inquietas, e algumas crianças, especialmente aquelas que apresentam agitação e ronco, podem sofrer de apneia obstrutiva do sono. O médico pode recomendar suplementos de ferro para crianças com síndrome das pernas inquietas, mesmo se elas não tiverem anemia ferropriva, e podem sugerir uma avaliação para detectar a presença de apneia do sono em crianças que apresentam agitação e ronco.

Permitir à criança dormir com os pais devido ao despertar noturno reforça o comportamento. Brincar com a criança, alimentá-la durante a noite, bater nela ou recriminá-la também são medidas contraproducentes. Levar a criança de volta para a cama com simples palavras tranquilizadoras é, em geral, mais eficaz. Uma rotina da hora de dormir que inclua ler uma história curta, oferecer uma boneca ou cobertor preferido e usar uma pequena luz noturna (para crianças com mais de três anos de idade) é, com frequência, útil. Para diminuir a probabilidade de a criança despertar, é importante que as condições e o local onde a criança desperta durante a noite sejam os mesmos daqueles da hora na qual ela adormece. Assim, mesmo que seja permitido que uma criança deite em outro local (por exemplo, em outro quarto com seus pais), a criança não deve ter adormecido completamente quando colocada no berço ou na cama. Os pais e outros cuidadores devem tentar manter a mesma rotina todas as noites, para que a criança aprenda o que esperar. Caso as crianças estejam com boa saúde física, deixar que elas chorem por alguns minutos frequentemente permite que elas se acalmem por si mesmas, o que diminuirá o despertar noturno.


Fonte: https://bit.ly/problemasono

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