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  • Juliana Umar

TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade)



O TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) é um distúrbio neurobiológico crônico que afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e afeta em sua maioria meninos.

O transtorno se caracteriza por desatenção, desassossego e impulsividade. Para que seja diagnosticado com TDAH os sintomas devem ser observados por pelo menos seis meses em diferentes ambientes do cotidiano da criança, como casa e escola.

As principais características do transtorno são a dificuldade em manter o foco nas atividades propostas e agitação motora que podem prejudicar o aproveitamento escolar e dificuldade em relacionamentos interpessoais.

Em todas as faixas etárias de pessoas com TDAH é possível o desenvolvimento de comorbidades, como distúrbios psiquiátricos, ansiedade e depressão que predispõem o adolescente a usar abusivamente álcool e outras drogas.

Causas

Uma das causas estudas é a predisposição genética em famílias que já tenham pessoas com TDAH, nestes casos há uma maior chance de crianças terem TDAH. Outro fator é a a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro como as principais causas do transtorno do déficit de atenção.

O uso de álcool e drogas na gestação também aumentam a predisposição do bebê nascer com o transtorno, pois estes produtos podem afetar diversas partes do cérebro, inclusive a região frontal orbital, que é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

Diagnóstico

Para um diagnóstico (que deve ser sempre clínico), os sintomas devem manifestar-se na infância, antes dos sete anos, conforme sintomas que já citamos acima, mínimo de seis meses e acontecerem em pelo menos dois ambientes diferentes. Devem também ser responsáveis por desajustes e alterações comportamentais que dificultam o relacionamento e a performance dos portadores nas mais diversas situações.

O tratamento varia de acordo a existência, ou não, de comorbidades ou de outras doenças associadas. Basicamente, consiste em psicoterapia e na prescrição de medicamentos, além de um acompanhamento muldisciplinar.

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